Terceiro Setor:
O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas
questões sociais. O segundo setor é o privado, responsável pelas questões
individuais. Com a falência do Estado, o setor privado começou a ajudar nas questões sociais, através
das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Ou seja, o
terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não
governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.
Os principais personagens do terceiro setor são:
Fundações
São as instituições que financiam o terceiro setor, fazendo doações às
entidades beneficentes. No Brasil, temos também as fundações mistas que doam
para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios.
Tamanho
O terceiro setor possui 12 milhões de pessoas, entre gestores, voluntários,
doadores e beneficiados de entidades beneficentes, além dos 45 milhões de
jovens que vêem como sua missão ajudar o terceiro
setor.
Uma pesquisa feita por nós revelou alguns números das 400 maiores entidades
do Brasil no ano de 2000. Segundo esta pesquisa, o dispêndio social das 400
maiores entidades foi de R$ 1.971.000,00. Ao todo, elas possuem 86.894
funcionários, 400.933 voluntários.
Entidades Beneficentes
São as operadoras de fato, cuidam dos carentes,
idosos, meninos de rua, drogados e alcoólatras, órfãos e mães solteiras;
protegem testemunhas; ajudam a preservar o meio ambiente; educam jovens, velhos
e adultos; profissionalizam; doam sangue, merenda,
livros, sopão; atendem suicidas às quatro horas da
manhã; dão suporte aos desamparados; cuidam de filhos de mães que trabalham;
ensinam esportes; combatem a violência; promovem os direitos humanos e a
cidadania; reabilitam vítimas de poliomielite; cuidam de cegos, surdos-mudos;
enfim, fazem tudo.
Fundos Comunitários
Community Chests são muito comuns nos Estados Unidos. Em vez de cada
empresa doar para uma entidade, todas as empresas doam para um Fundo
Comunitário, sendo que os empresários avaliam, estabelecem prioridades, e
administram efetivamente a distribuição do dinheiro. Um dos poucos fundos
existente no Brasil, com resultados comprovados, é a FEAC,
de Campinas
Entidades
Sem Fins Lucrativos
Infelizmente, muitas entidades sem
fins lucrativos são, na realidade, lucrativas ou atendem os interesses dos
próprios usuários. Um clube esportivo, por exemplo, é sem fins
lucrativos, mas beneficia somente os seus respectivos sócios. Muitas escolas,
universidades e hospitais eram no passado, sem fins lucrativos, somente no
nome. Por isto, estes números chegam a 220.000.
O importante é diferenciar uma associação de bairro ou um clube que
ajuda os próprios associados de uma entidade beneficente, que ajuda os carentes
do bairro.
ONGs Organizações Não Governamentais
Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente.
Uma ONG que defenda os direitos da mulher, fazendo pressão sobre nossos
deputados, está ajudando indiretamente todas as mulheres.
Nos Estados Unidos, esta categoria é chamada também de Advocacy
Groups, isto é, organizações que lutam por uma causa. Lá, como aqui, elas
são muito poderosas politicamente.
Empresas
com Responsabilidade Social
A Responsabilidade Social, no fundo, é sempre do indivíduo, nunca de uma
empresa jurídica, nem de um Estado impessoal. Caso contrário, as pessoas
repassariam as suas responsabilidades às empresas e ao governo, ao invés de
assumirem para si. Mesmo conscientes disso, vivem reclamando que os
"outros" não resolvem os problemas sociais do Brasil.
Porém, algumas empresas vão além da sua verdadeira
responsabilidade principal, que é fazer produtos seguros, acessíveis,
produzidos sem danos ambientais, e de estimular seus funcionários a serem mais
responsáveis. O Instituto
Ethos - organização sem fins lucrativos
criado para promover a responsabilidade social nas empresas - foi um dos
pioneiros nesta área.
Empresas
Doadoras
Uma pesquisa feita por nós revela que das 500 maiores empresas brasileiras,
somente 100 são consideradas parceiras do terceiro setor. Das 250 empresas
multinacionais que têm negócios no Brasil, somente 20 são admiradas. A maioria
das empresas consideradas parceiras são pequenas e médias
e são relativamente desconhecidas pelo grande público.
Elite Filantrópica
Ao contrário de Ted Turner, Bill Gates e dos 54 bilionários que o Brasil possui, somente 2 são considerados bons parceiros do
terceiro setor (Jorge Paulo Lehman e a família
Ermírio de Moraes). A maioria dos doadores pessoas físicas são da classe média.
Esta tendência continua na classe mais pobre. Quanto mais pobre, maior a
porcentagem da renda doada como solidariedade.
Pessoas Físicas
No mundo inteiro, as empresas contribuem somente com 10% da verba filantrópica
global, enquanto as pessoas físicas, notadamente da classe média, doam os 90%
restantes. No Brasil, a nossa classe média doa, em média, 23 reais por ano,
menos que 28% do total das doações. As fundações doam 40%, o governo repassa
26% e o resto vem de bingos beneficentes, leilões e eventos.
Imprensa
Até
Empresas Juniores Sociais
Nossas universidades pouco fizeram para o social, apesar de serem
públicas. É raro encontrar um professor universitário assessorando uma ONG com
seus conhecimentos. Nos últimos anos, os alunos criaram Empresas Juniores
Sociais, nas quais os alunos das escolas de Administração ajudam entidades.
Algumas das mais atuantes são a FEA-Júnior da USP, a Júnior
Pública da FGV, e os ex-alunos do MBA da USP.
Essas informações foram
obtidas através do site:
http://www.filantropia.org/OqueeTerceiroSetor.htm
VAN BRAN CONSULTORIA EM MARKETING